terça-feira, 24 de março de 2009

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SEMINÁRIO DE GEOGRAFIA - 2° ano/1ºbimestre

Colégio: Tiradentes- Aldeota
Série: 2º ano
Turma: Única
Turno: Manhã
Alunos que compõem a equipe:
1- Alexsandrina Lopes de Mendonça
2- Germana Silva Araújo
3- Marjorie Waterlôo
4- Stefany Maria do Carmo
5- Valéria Nascimento

TEMA DO SEMINÁRIO:
Abuso Sexual Infantil


Índice


Introdução
Desenvolvimento

- O que é abuso sexual?
- Conceituando algumas formas de abuso sexual
- Exploração sexual infantil
- Pornografia
- Prostituição infantil
- Estupro
- Assédio sexual
- Alguns Mitos e Realidades sobre o abuso sexual infantil
- O Que fazer?
Conclusão
Fontes de pesquisa

segunda-feira, 23 de março de 2009


Introdução

Nesse trabalho vamos falar sobre um assunto muito polêmico, o abuso sexual infantil. É impressionante como esse fato está cada vez mais ocorrendo em nossa sociedade, e apesar de não ser uma novidade, com certeza isso trouxe e ainda irá trazer muita tristeza para nós. Iremos mostrar algumas das formas de como o abuso é praticado e as atitudes de quem pratica e de quem sofre essa violência. Esperamos que ao término de nossa apresentação não reste nenhuma dúvida sobre esse assunto.



DESENVOLVIMENTO


O que é Abuso Sexual?
O abuso sexual ocorre quando existe um jogo, ou o ato sexual, entre pessoas de sexo diferente, (ou do mesmo sexo), em que o agente abusador já tem experiência, e visa sua satisfação sexual. Estas práticas geralmente são impostas às crianças ou adolescentes, através de violência física, ameaças, ou em alguns casos, induzindo-as, convencendo-as.


Com uso de violência ou ameaça:





Induzindo, convencendo:












No abuso sexual, a criança é despertada para o sexo precocemente, de uma maneira traumática, ficando com marcas para o resto da vida, podendo desenvolver comportamentos patológicos como aversão a parceiros do mesmo sexo do abusador ou, por outra, promiscuidade e uma sexualidade descontrolada, entre outros.
A criança ao ser abusada sexualmente é desrespeitada como pessoa humana, tem seus Direitos violados, e o pior: na maioria das vezes, dentro de seu próprio lar, por quem tem a obrigação de protegê-la.
As marcas, as conseqüências do abuso sexual podem ser físicas ou psicológicas. Geralmente ficam as duas.
O abuso sexual pode se dar de várias formas, e com ou sem contato físico.


Abuso sexual verbal - conversas abertas sobre atividades sexuais destinadas a despertar o interesse da criança ou do adolescente ou a chocá-los.
Exibicionismo - a intenção, neste caso, é chocar a vítima. O exibicionismo é, em parte, motivado por esta reação. A experiência pode ser assustadora para as vítimas.
Exemplos de Abuso sexual com contato físico:
Atos físico-genitais - incluem relações sexuais com penetração vaginal, tentativa de relações sexuais, carícias nos órgãos genitais, masturbação, sexo oral e penetração anal.
Sadismo - abuso sexual incluindo flagelação, tortura e surras.
CONCEITANDO ALGUMAS FORMAS DE ABUSO SEXUAL

Exploração sexual infantil
Exploração sexual é um termo empregado para nomear práticas sexuais pelas quais o indivíduo obtém lucros. Ocorre principalmente como conseqüência da pobreza e violência doméstica, que faz jovens, crianças e adolescentes fugirem de seus lares e se refugiarem em locais que os exploram em troca de moradia. Acontece em redes de prostituição, pornografia, tráfico e turismo sexual. A exploração sexual das crianças constitui um crime tão hediondo que as pessoas se sentem confusas quando se trata de dar expressão às suas reações e sentimentos.





Pornografia


É uma forma de abuso sexual da criança ou do adolescente cujo objetivo, muitas vezes, é a obtenção de lucro financeiro. Crianças ou adolescentes de 3 a 17 anos são utilizados no papel de atores/atrizes ou modelos em vídeos, fotografias, gravações ou filmes obscenos. Ela um é crime perante a lei que pune o explorador com até seis anos de reclusão. Podemos afirmar, hoje, a existência de “Clubes de Pedofilia”. Esses “Clubes” servem para “associar” pedófilos pelo mundo; onde estes podem adquirir Fotos ou Vídeos contendo Pornografia Infantil ou, pior, “contratar” serviços de Exploradores sexuais, fazer Turismo sexual ou mesmo efetivar o Tráfico de menores e aliciá-los para práticas de abusos sexuais. Este circo de horrores também é responsável pelo desaparecimento de crianças no mundo inteiro.



Tendo como principal meio de divulgação a Internet, a pedofilia movimenta milhões de dólares por ano e expõe milhares de crianças indefesas a abusos que nem mesmo adultos suportariam.


Prostituição infantil

É definida como a utilização ou a participação de crianças ou adolescentes em atos sexuais com adultos ou outros menores, não está necessariamente presente a utilização da força física, mas pode estar presente outro tipo de força como a coação. Constata-se atualmente o envolvimento nesta atividade de crianças de até três anos de idade. Ocasionalmente, pais que vivem em situação miserável vendem seus próprios filhos. A questão da prostituição infantil envolve, no Brasil, milhares de crianças e adolescentes vítimas de uma situação sócio-econômica extremamente injusta e desigual. Freqüentemente, a primeira relação sexual de uma adolescente prostituta foi com o próprio pai aos 10, 11 ou 12 anos.











Estupro

O estupro é uma prática criminosa que consiste em obrigar outra pessoa ao ato sexual, seja sob coação, violência, força ou mesmo impedindo sua recusa. A criança que sofre estupro normalmente apresenta alterações de comportamento que podem ser observadas pelos familiares. Uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) mostra que o crime de estupro de crianças e adolescentes sempre é cometido por pessoas conhecidas da vítima. De acordo com pesquisas feitas o padrasto aparece em primeiro lugar como agressor.

Estupro vira tema de jogo infantil na África do Sul

Após apresentar ao longo dos últimos anos um dos maiores índices de estupros do mundo, a África do Sul vê agora o crime se transformar em tema de um jogo infantil em suas escolas, segundo denuncia um relatório divulgado hoje pela Comissão de Direitos Humanos. “Estupre-me, Estupre-me” e “Espanque-me, Espanque-me” são dois jogos infantis, nos quais as crianças perseguem umas as outras e fingem que estão agredindo ou estuprando seus companheiros.

Assédio sexual

O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não bem-vinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual. Na maioria das vezes a vítima é chantageada e ameaçada pelo agressor.




Alguns Mitos e Realidades sobre o abuso sexual infantil



Mito
O abusador Sexual é um psicopata, um tarado que todos reconhecem na rua.
Realidade
Na maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e que são queridas pelas crianças e pelos adolescentes.

Mito
O estranho representa o perigo maior às crianças e adolescentes.
Realidade
Os estranhos são responsáveis por um pequeno percentual dos casos registrados. Na maioria das vezes, as crianças e adolescentes são sexualmente abusados por pessoas que já conhecem como pai/mãe, madrasta/padrasto, namorado da mãe, parentes, vizinhos, amigos da família, colegas de escola, babá, professor (a) ou médico (a).

Mito
O abuso sexual está associado a lesões corporais.
Realidade
A violência física contra crianças e adolescentes abusados sexualmente não é o mais comum, mas o uso de ameaças e/ou a conquista da confiança e do afeto da criança. As crianças e os adolescentes são, em geral, prejudicados pelas conseqüências psicológicas do abuso sexual.

Mito
O abuso sexual, na maioria dos casos, ocorre longe da casa da criança ou do adolescente.
Realidade
O abuso ocorre, com freqüência, dentro ou perto da casa da criança ou do abusador. As vítimas e os abusadores são, muitas vezes, do mesmo grupo étnico e nível sócio-econômico.

Mito
O abuso sexual se limita ao estupro.
Realidade
Além do ato sexual com penetração vaginal (estupro) ou anal, outros atos são considerados abuso sexual, como o voyeurismo, a manipulação de órgãos sexuais, a pornografia e o exibicionismo.

Mito
A maioria dos casos é denunciada.
Realidade
Estima-se que poucos casos, na verdade, são denunciados. Quando há o envolvimento de familiares, existem poucas probabilidades de que a vítima faça a denúncia, seja por motivos afetivos ou por medo do abusador; medo de perder os pais; de ser expulso (a); de que outros membros da família não acreditem em sua história; ou de ser o (a) causador (a) da discórdia familiar.
O que fazer?

Uma falsa crença é esperar que a criança abusada avise sempre sobre o que está acontecendo. Entretanto, na grande maioria das vezes, as vítimas de abuso são convencidas pelo abusador de que não devem dizer nada a ninguém. A primeira intenção da criança é, de fato, avisar a alguém sobre seu drama, mas, em geral, nem sempre ela consegue fazer isso com facilidade, apresentando um discurso confuso e incompleto. Por isso os pais precisam estar conscientes de que as mudanças na conduta, no humor e nas atitudes da criança podem indicar que ela é vítima de abuso sexual.
Muitos pais se sentem totalmente despreparados e pegos de surpresa quando sua criança é abusada, mas sempre devemos ter em mente que as reações emocionais da família serão muito importantes na recuperação da criança. Quando uma criança confia a um adulto que sofreu abuso sexual, o adulto pode sentir-se muito incomodado e não saber o que dizer ou fazer. Vejamos algumas sugestões:
1. Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem externar comentários de juízo.
2. Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da criança e levando muito a sério o que esta dizendo. As crianças e adolescentes que encontram quem os escuta com atenção e compreensão reagem melhor do que aquelas que não encontram esse tipo de apoio.
3. Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido, pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa, normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato.
4. Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual. A maioria das crianças vítimas de abuso pensa que elas foram a causa do ocorrido ou podem imaginar que isso é um castigo por alguma coisa má que tenham feito.
Finalmente, oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo o que for necessário para que o abuso termine.





Conclusão

Desse modo, percebemos que em todos os casos, não importa quem foi o agressor, ou à que família essa criança pertence, o fato dela sofrer um abuso sexual, prejudica muito a vida e o desenvolvimento dessa pessoa pelo resto de sua vida.
Principalmente depois que comprovamos que na maioria dos casos, esse agressor é uma pessoa em que a criança confia (um pai, padrasto, tio, primo, entre outros). Isso faz com que a criança perca uma noção básica, do que é mais essencial para a vida de uma pessoa: a família. Essa pequena palavra, que nos soa tão comum, é o que nos dá a base para que com o passar do tempo caminhemos para uma vida feliz e bem estruturada. Mas, a partir do momento em que nos é tirado essa “base”, desaprendemos a confiar, tanto nos outros como também em nós mesmos, perdemos a auto-estima e o amor próprio, nos sentimos sozinhos e desamparados, e em conseqüência disso nos tornamos pessoas agressivas e tristes. O abuso sexual infantil, talvez de todas as violências, seja a pior. Pois através dele, é tirado uma das coisas mais belas no mundo: a inocência de uma criança; que depois desse ato cruel, nunca mais será a mesma, pois sempre terá a vida marcada pela violência.



Fontes de Pesquisa


http://www.dihitt.com.br/noticia/abuso-infantil-e-sempre-cometido-por-pessoas-proximas#lermais


http://www.adriananunan.com/pdf/adriananunancom_abuso_sexual.pdf

http://www.virtualpsy.org/infantil/abuso.html